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A Indústria 4.0 e a Transformação Digital

Assunto foi destaque durante a 75ª SOEA

Durante a 75ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia – SOEA, realizada de 21 a 24 de agosto em Maceió/AL, a discussão da chamada “4ª Revolução Industrial” ou “Indústria 4.0” predominou nas palestras, painéis e minicursos que marcaram o encontro: a transformação digital e as engenharias, a participação feminina na era das indústrias 4.0 e como se tornar o profissional que a indústria 4.0 precisa foram alguns pontos de discussão que concentraram a atenção de engenheiros, agrônomos e estudantes.

As apresentações mostraram que, a partir de agora, num espaço de tempo muito mais curto do que as revoluções anteriores, inicia-se a quarta revolução industrial, caracterizada pelo uso de tecnologias emergentes, como Inteligência Artificial, robotização e nanotecnologia. Mais relevante ainda é o efeito na cultura das empresas, alavancando comportamentos de colaboração, interoperabilidade, desmaterialização dos recursos e transparência.

É o chamado mundo VUCA (Volatility, Uncertainty, Complexity and Ambiguity), em que tudo é volátil, incerto, complexo, ambíguo. É nesse mundo que entra a transformação digital, incrementando a velocidade, a profundidade, a amplitude e o impacto nas relações humanas e nos negócios. Entram em cena os “makers”, mais preocupados em planejar e agir rapidamente, dar vida às suas ideias e, principalmente, aprender com o processo.

O palestrante Gil Giardelli, difusor de conceitos e atividades ligadas à inovação, disse: “Quando dermos as mãos para as máquinas, será algo maior ainda do que o que foi feito na primeira revolução industrial. Quando misturarmos o melhor do intelecto humano, então, o salto será quântico”, ressaltando que, justamente por isso, precisamos ser flexíveis e capazes de trabalhar em colaboração, pois essa sociedade que se forma atualmente é a sociedade em rede.

Novas formas de trabalhar, de se relacionar, de vender e de promover experiências são as fronteiras que as empresas buscam na Indústria 4.0. A cada dia que passa a inovação está mais barata e já se pode dizer que a digitalização distribui o poder, segundo Giardelli. Um bom exemplo é a chamada Internet das Coisas, que conecta tudo a todos e acumula uma quantidade sem igual de informações que produzem conhecimento.

A transformação digital é parte dessa nova revolução industrial e as tecnologias estão cada vez mais ao alcance de todos. Hoje em dia não é mais necessário ser um profissional de informática para ter acesso exclusivo a conhecimentos para produzir soluções.

Para a área tecnológica, fica o desafio: a capacidade de desenvolver soluções focadas em problemas reais de seus clientes, utilizando metodologias ágeis (que privilegiam prototipação, produtos minimamente viáveis) e adotando comportamentos positivos e engajadores, tais como trabalho em equipe, colaboração, capacidade de aprendizagem baseada em erros, tolerância a falhas, flexibilidade, observação do ambiente ao redor, busca constante por novos conhecimentos e atualização contínua.

Lidar com as informações é a habilidade que permitirá prever situações. O principal ativo da primeira revolução industrial foram as máquinas; da segunda, a energia elétrica. Quem tinha esses ativos, controlava a transformação. Na terceira revolução industrial, o principal ativo era a habilidade de trabalhar com computadores (aqui já nota-se uma mudança, uma desmaterialização dos ativos, de máquinas, pelo conhecimento). Hoje o conhecimento já está ao alcance de todos, assim, na Indústria 4.0, o principal ativo é a informação.

Criar uma agenda de projetos ágeis, digitais, que garantam a coleta, a estruturação e a utilização de informações de toda natureza dos engenheiros para tomadas de decisões, com colaboração, é o grande desafio da chamada Indústria 4.0.

Produzido pelo Departamento de Comunicação e Eventos do Crea-SP

Colaboração: Adriana Bastos Leme/UDE (informações e fotos)


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