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Cursos do Grupo Agronomia em debate em SP

Crea-SP promoveu primeiro encontro estadual com coordenadores

Na sexta-feira, 24 de novembro, a Câmara Especializada de Agronomia - CEA do Crea-SP promoveu o 1º Encontro Paulista com Coordenadores dos Cursos do Grupo Agronomia, reunindo conselheiros e representantes de instituições de ensino que mantêm cursos regulares em uma ou mais das seis modalidades abrangidas pela Câmara (Agronomia, Engenharia Florestal, Engenharia Agrícola, Engenharia de Pesca, Engenharia de Aquicultura e Meteorologia).

De acordo com o Coordenador da CEA, Prof. Ms. Eng. Agr. Ricardo Alves Perri, o encontro ocorreu para discutir questões básicas como a atribuição profissional, mas também sombreamentos de outros Conselhos no que diz respeito ao trabalho técnico desenvolvido pelos profissionais da área. “Não podemos abrir mão das nossas atribuições e precisamos debater o assunto para continuar firmando o nosso espaço”, enfatizou o engenheiro agrônomo, que abriu o ciclo de palestras do dia destacando leis, decretos e resoluções do Ministério da Educação - MEC e do Sistema Confea/Crea.

O Diretor Técnico do Crea-SP, Prof. Dr. Eng. Agr. Glauco Eduardo Pereira Cortez, Diretor Acadêmico do Centro Universitário Moura Lacerda, entidade que representa no Plenário do Conselho, ofereceu uma visão geral das perspectivas de mercado na atribuição profissional pelo Sistema, destacando a falta de diálogo com o MEC, o ensino a distância como alternativa viável, a formação generalista dos novos profissionais e a incerteza desses formandos quanto à sua inserção no mercado de trabalho.

Ao apresentar importantes dados quantitativos sobre as instituições de ensino superior do Grupo Agronomia, a Coordenadora-adjunta da CEA, Prof. Drª. Eng. Agr. Gisele Herbst Vasquez, ressaltou que “se não fossem as instituições particulares, não teríamos esse número expressivo de pessoas estudando no País, mas certamente a qualidade desse ensino precisa ser melhorada, principalmente no ensino médio”. 

As estatísticas apontam que 70% dos alunos dessas instituições particulares são procedentes do ensino médio público e apenas 20% de seus professores são doutores (nas universidades públicas, esse número pula para 100%).

De acordo com a engenheira agrônoma, das 2.368 escolas existentes no País, 2.070 são privadas e apenas 298 públicas. Dos oito milhões de alunos matriculados nessas instituições, a maioria absoluta estuda nas universidades privadas. E os números só crescem: entre 2014 e 2015, houve um aumento de 9,3% no total de concluintes em cursos presenciais e 23% em cursos à distância.

Dados do MEC apontam ainda que das 345 escolas de Agronomia existentes no Brasil, 52 estão no estado de São Paulo.

Na sequência, os Conselheiros Profs. Drs. Ricardo Victoria Filho e Valdemar Antonio Demétrio falaram respectivamente sobre “Projeto Político Pedagógico: tempo ideal de duração de curso” e “sombreamento profissional”.

O Eng. Agr. Mário Fumes (Associação dos Engenheiros e Agrônomos de Botucatu) proferiu uma palestra sobre as estradas rurais.

  

Em seguida, o Prof. Dr. Vasco Luiz Altafin (UNIPINHAL) trouxe a palestra “Uma visão do ensino noturno”.

O Coordenador da Câmara Especializada de Agronomia do Crea-SP destacou ainda a intenção dos participantes de, ao final do evento, elaborar um documento oficial, a Carta do 1º Encontro de Coordenadores, “para levar às instituições nossas considerações dessa reunião, bem como dicas de melhorias para o ensino da Agronomia”.

Produzido pelo Departamento de Comunicação do Crea-SP

Reportagem: Jornalista Perácio de Melo – DCO/SUPCEV

Colaboração: Estagiário Felipe Marques (fotos)


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